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Detecção de Blocos de Rocha pelo Método Eletrorresistivo - Imageamento Geoelétrico

OBJETIVO

O objetivo principal do levantamento foi verificar as possíveis ocorrências de blocos de rocha (matacões) em subsuperfície no intuito de fornecer informações adicionais para a implantação das fundações de empreendimentos imobiliários. 

INTRODUÇÃO

Durante a operação de escavações e implantação de fundações, o conhecimento prévio da subsuperfície do terreno pode evitar grandes dificuldades. Com o objetivo de minimizar tal desconhecimento, o mais usual é a realização de uma campanha de sondagem mecânica, de modo a fornecer aos projetistas e aos engenheiros civis os tipos litológicos, seus contatos e algumas das propriedades físicas dos materiais em subsuperfície. Entretanto essas informações são pontuais. O imageamento geoelétrico foi utilizado de forma a suprir as lacunas deixadas pelas sondagens mecânicas dando como resultado final, Seções de Imageamento Geoelétrico (SIG) como mostram as figuras abaixo. 

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Figura 1 – SIG´s executadas sobre o local onde foi detectado um bloco de rocha pela sondagem. Neste caso foi possível ter uma estimativa do volume do bloco de rocha (Figura 2).

 

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Figura 2 – Detalhe da região anômala sendo possível estimar o tamanho do bloco de rocha.

 

Outro estudo de caso foi num outro empreendimento imobiliário onde foram construídas seis torres. Durante o processo de execução das fundações da primeira torre e a cravação das estacas, algumas delas encontraram blocos de rocha sã. Sendo assim, a fim de antever a presença ou não de blocos de rocha, e quando da existência mapear e dimensionar os possíveis blocos foi planejada e executada uma detalhada investigação geofísica (Figura 3). 

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Figura 3 – Foram executadas 14 SIGs no sentido NE e outras 12 no sentido SW.

 

Na Figura 4 são mostradas cinco SIGs, onde os valores acima de 2.500 Ohm.m foram delimitados por uma linha tracejada, pois foram correlacionados à presença de blocos de rocha. 

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Figura 4 – Ilustração de cinco SIGs paralelas, onde os altos valores de resistividades foram delimitados por uma linha pontilhada e foram correlacionados à presença de blocos de rocha. 

 

A fim de sintetizar todas as informações das SIGs realizou-se “cortes” em seis diferentes cotas altimétricas e compilaram-se mapas de Isovalores das Resistividades Elétricas nas seguintes profundidades: 1.1m, 2.8m, 4.9m, 7.8m 10.2m e 13.2m. Estes mapas foram dispostos individualmente na Figura 5 podendo assim fornecer uma melhor visualização das áreas anômalas correlacionadas à presença de blocos de rocha. 

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Figura 5 – Mapas de Isovalores de resistividade elétrica para diferentes profundidades confeccionados a partir de cortes efetuados das SIGs. As áreas nas cores quentes estão correlacionadas à presença de blocos de rocha. 

 

Durante o processo de escavação para rebaixamento da cota do terreno foi comprovada a presença do material rochoso são, conforme mostrado na Foto 4. Foi possível verificar também que nos locais onde foram registrados os maiores valores de resistividade elétrica estavam correlacionados ao núcleo da rocha sã. 

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Foto 6 – Escavação no local das fundações da Torre 2. Através do levantamento pelo Imageamento Geoelétrico foi possível antever os locais de maior incidência de blocos de rocha.

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